A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou em uma nova fase de negociação, mas o caminho para um acordo definitivo ainda depende de outro ponto de tensão no Oriente Médio: o conflito no Líbano, envolvendo Israel e o Hezbollah.
Mediadores internacionais afirmam que Washington e Teerã concordaram com um roteiro para tentar chegar a um acordo final dentro de 60 dias. A proposta prevê a redução das hostilidades em diferentes frentes, incluindo o Líbano, onde os confrontos entre forças israelenses e o grupo Hezbollah seguem como um dos principais obstáculos para o avanço das negociações.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que houve progresso nas conversas, mas o governo iraniano condiciona o avanço do acordo ao fim dos ataques no território libanês. Para Teerã, não haverá estabilidade regional enquanto Israel mantiver operações militares no sul do Líbano.
Apesar do anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, a situação continua instável. O grupo libanês afirma estar comprometido com o acordo, mas promete reagir a qualquer tentativa de avanço territorial israelense. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sustenta que as forças israelenses permanecerão no sul do Líbano pelo tempo necessário para proteger o norte do país.
A tensão aumentou após novos ataques na região. Autoridades libanesas acusam Israel de atingir áreas civis, enquanto o governo israelense afirma que suas ações têm como alvo integrantes armados do Hezbollah.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar novas ações contra o Irã, caso o Hezbollah continue, segundo ele, provocando instabilidade no Líbano. A declaração reacendeu o alerta sobre o risco de as negociações fracassarem antes mesmo de um acordo definitivo.
O Líbano foi arrastado para o centro da crise depois que o Hezbollah, aliado do Irã, lançou ataques contra Israel em resposta à escalada militar no Oriente Médio. Desde então, milhares de pessoas morreram no território libanês, segundo autoridades de saúde do país.
Agora, a diplomacia tenta impedir que a guerra se espalhe ainda mais. O desafio é transformar o cessar-fogo em um acordo duradouro, capaz de envolver Estados Unidos, Irã, Israel, Líbano e Hezbollah em uma mesma estratégia de redução das hostilidades.
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