Um estudo realizado em camundongos revelou que o vírus da Zika pode gerar resistência à insulina no cérebro, levantando novas preocupações sobre os impactos neurológicos da infecção.
Segundo os pesquisadores, a alteração na sinalização da insulina no tecido cerebral pode estar relacionada a problemas metabólicos e ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas ao longo do tempo.
Os cientistas explicam que, além dos efeitos conhecidos da Zika em grávidas e fetos, a infecção em adultos também pode ter consequências significativas. A resistência à insulina cerebral é um fator que compromete a comunicação entre neurônios e prejudica o metabolismo cerebral, podendo afetar memória, aprendizado e funções cognitivas.
O estudo reforça a importância de medidas de prevenção contra o vírus, como combate ao mosquito Aedes aegypti, uso de repelentes e atenção a surtos em regiões endêmicas.
Pesquisadores alertam que novos estudos são necessários para compreender plenamente os efeitos da Zika no cérebro adulto e avaliar potenciais estratégias terapêuticas.
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