Os preços do petróleo dispararam quase 5% nesta semana, impulsionados pela crescente escalada militar entre Israel e Irã e pelas declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que exigiu a rendição imediata de Teerã. O barril de Brent, referência global, subiu 4,4%, atingindo US$ 76,45 na terça-feira, acumulando alta de mais de 10% desde o início dos ataques israelenses na semana passada.
Especialistas alertam que o risco de interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — pode disparar ainda mais os preços. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, em um cenário de intensificação militar, o barril poderia chegar a US$ 200 ou até US$ 300, pressionando a inflação global e complicando as exportações de países produtores.
A tensão se agravou após Israel bombardear instalações militares e nucleares no Irã, provocando trocas de mísseis entre os dois países. Trump, em postagens no Truth Social, ameaçou diretamente o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, chamando-o de “alvo fácil” e assegurando que os EUA e aliados controlam o espaço aéreo iraniano.
Embora analistas como Ole Hansen, do Saxo Bank, avaliem o risco de bloqueio como baixo, o impacto de um fechamento do estreito seria devastador para o mercado global de energia. O JPMorgan estima que um cenário severo poderia elevar o barril para US$ 130, enquanto projeções mais pessimistas indicam picos de até US$ 300.
Além da escalada militar, um acidente entre dois petroleiros na terça-feira no Estreito de Ormuz chamou atenção. Apesar de autoridades afirmarem que o incidente não está relacionado às tensões, a colisão ocorre em um contexto de aumento da interferência eletrônica na região, segundo a Reuters.
Com o Oriente Médio à beira de uma crise mais ampla, o mundo observa com preocupação o impacto direto no fornecimento de energia e na estabilidade econômica global. O fechamento do Estreito de Ormuz poderia retirar cerca de cinco milhões de barris diários do mercado, o que alimenta o temor de escassez e elevação dos preços dos combustíveis em todo o planeta.
*Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.
SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM










