O prefeito Eduardo Paes vetou o projeto de lei que criava o “Dia da Cegonha Reborn” no calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro. A proposta buscava reconhecer o trabalho das artesãs que confeccionam os bebês reborn, bonecos hiper-realistas usados como itens de coleção e até para fins terapêuticos.
O veto, publicado no Diário Oficial e divulgado nas redes sociais do prefeito, rapidamente ganhou repercussão nacional. Em tom bem-humorado, Paes justificou: “Com todo respeito aos interessados, mas não dá.” A frase viralizou, sendo compartilhada milhares de vezes em perfis de humor, política e cultura.
Entenda os motivos do veto
Na justificativa oficial, Eduardo Paes destacou que a criação de datas comemorativas deve estar alinhada com interesses de relevante interesse coletivo e cultural para a cidade. Segundo ele, apesar de reconhecer o trabalho das artesãs, não há justificativa suficiente para incluir o “Dia da Cegonha Reborn” no calendário oficial do município.
Além disso, o prefeito reforçou a necessidade de priorizar projetos que tenham impacto direto na vida da população e no desenvolvimento da cidade.
Repercussão nas redes
A decisão dividiu opiniões. Muitos internautas apoiaram o veto, alegando que o projeto não deveria ser prioridade em meio a temas mais urgentes, como saúde, educação, mobilidade urbana e segurança. Por outro lado, fãs do universo reborn, artesãs e colecionadores lamentaram a decisão e defenderam a importância do reconhecimento do trabalho artesanal, que também tem função terapêutica, especialmente para pessoas que enfrentam luto, ansiedade ou depressão.
Memes, vídeos de reação e comentários bem-humorados dominaram as redes, colocando o termo “Dia da Cegonha Reborn” entre os assuntos mais comentados no X (antigo Twitter) e no Instagram.
O que pode acontecer agora?
Apesar do veto do prefeito, a decisão não encerra o assunto. A proposta retorna para análise na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que pode manter o veto ou derrubá-lo, aprovando a criação da data mesmo sem o aval do Executivo.
O próximo passo depende da mobilização dos vereadores e do posicionamento das comissões temáticas da Câmara. A discussão promete seguir gerando debate tanto no ambiente político quanto nas redes sociais.
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