A dificuldade de circulação no trânsito tem prejudicado o deslocamento de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro, levantando um alerta sobre os riscos à vida da população.
Mesmo com sirenes ligadas e sinais luminosos ativados, equipes de emergência enfrentam diariamente obstáculos para chegar até ocorrências, principalmente em horários de pico. A falta de prioridade por parte de motoristas é apontada como um dos principais problemas.
Especialistas destacam que, em situações de emergência, cada segundo é decisivo. Em casos de infarto, acidentes graves ou paradas cardíacas, o tempo de resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte.
Instrutores do SAMU reforçam que as sirenes são utilizadas justamente para alertar os condutores e garantir a abertura de caminho. No entanto, muitos motoristas ignoram os sinais ou não percebem a aproximação das ambulâncias, seja por distração, uso de celular ou falta de atenção ao trânsito.
O sistema de atendimento de emergência no Rio conta com 40 bases, 151 ambulâncias e 30 motolâncias, que ajudam a reduzir o tempo de resposta. Em 2025, foram registradas mais de 620 mil chamadas atendidas.
Além disso, em regiões com trânsito intenso, equipes de motolância são utilizadas para chegar mais rapidamente ao local da ocorrência e iniciar o atendimento até a chegada da ambulância.
Dados mostram que o volume de atendimentos é elevado em todo o estado, com destaque para a Região Metropolitana, que concentra entre 1.500 e 2.500 ocorrências por dia.
Especialistas alertam que a falta de educação no trânsito, aliada ao estresse e à distração dos motoristas, contribui diretamente para o problema. Situações como uso de celular ao volante, som alto e desatenção ao retrovisor dificultam a percepção das sirenes.
A orientação é clara: ao identificar um veículo de emergência, o motorista deve reduzir a velocidade e dar passagem imediata, inclusive em cruzamentos e vias congestionadas.
O respeito à prioridade das ambulâncias não é apenas uma regra de trânsito, mas um ato de responsabilidade coletiva que pode salvar vidas.
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