A Região Sul do Brasil foi a mais atingida pela passagem de um ciclone extratropical que causou estragos principalmente no Rio Grande do Sul. Nesta segunda-feira (28), mais de 340 mil pessoas ficaram sem energia elétrica no estado, segundo dados atualizados da concessionária CEEE Equatorial. As cidades mais afetadas foram Porto Alegre, Capão da Canoa, Viamão e Osório.
Na cidade de Xangri-lá, no litoral norte gaúcho, parte da plataforma marítima da praia de Atlântida desabou com a força das ondas. A estrutura já estava comprometida, mas os ventos intensos e o avanço do mar agravaram os danos.
Nesta terça-feira (29), o ciclone já se afastou em direção ao oceano, mas a frente fria continua avançando por outras regiões do país, provocando queda de temperatura em estados como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul alerta que o frio deve se intensificar até quinta-feira (1º), com previsão de geadas e temperaturas negativas, especialmente na metade Norte do estado. Na quarta-feira (30), os termômetros podem registrar mínimas de até -2°C.
Mesmo com o afastamento do ciclone, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta laranja de perigo por ventos costeiros em quase 100 municípios do litoral entre o Paraná e o Espírito Santo.
Enquanto a população lida com os efeitos imediatos do fenômeno, o governo do Rio Grande do Sul anunciou o repasse de R$ 600 mil para Organizações da Sociedade Civil afetadas pelas enchentes de 2023 — um lembrete de que os impactos das mudanças climáticas continuam exigindo resposta e reconstrução.
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