O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (28) um dado alarmante: pela primeira vez desde 2007, o número de fumantes cresceu no Brasil. O aumento foi de 25% entre 2023 e 2024, segundo levantamento da própria pasta.
O dado foi apresentado durante o lançamento da campanha do Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, que neste ano tem como lema “Deixa o cigarro pra lá”. A ação é realizada em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O alerta é direcionado principalmente aos jovens, que estão sendo atraídos pelo consumo dos cigarros eletrônicos, produtos que ganharam popularidade devido às embalagens chamativas, sabores variados e aparência moderna.
“Pela primeira vez desde 2007, nós temos um ponto de inflexão. A curva, que era descendente, se tornou ascendente. Isso nunca havia ocorrido. É muito preocupante. Precisamos retomar as ações que já se mostraram eficazes, principalmente na comunicação com os jovens”, afirmou Letícia de Oliveira Cardoso, diretora de Análise de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde.
A consultora da Opas, Luisete Bandeira, reforça que medidas rigorosas são essenciais para conter o avanço do tabagismo, especialmente no formato eletrônico:
“É fundamental proibir os aromatizantes, padronizar as embalagens, regulamentar o design para que não se pareçam com doces ou brinquedos, além de restringir completamente a publicidade e manter impostos elevados sobre produtos de tabaco e nicotina”, ressaltou.
O impacto do tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS) também é motivo de grande preocupação. Atualmente, os custos anuais relacionados às doenças provocadas pelo cigarro chegam a R$ 153 bilhões, enquanto a arrecadação com impostos sobre o produto representa apenas 5% desse valor.
No Brasil, o tabagismo é responsável por mais de 174 mil mortes por ano, sendo 55 mil causadas por câncer. No mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cigarro mata cerca de oito milhões de pessoas anualmente.
A campanha deste ano destaca os benefícios imediatos de quem decide abandonar o vício. Após 20 minutos sem fumar, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos se normalizam. Em três semanas, a respiração melhora consideravelmente. E, depois de um ano, o risco de infarto é reduzido pela metade.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











