A taxa de mortalidade de crianças menores de 1 ano caiu mais de 90% no Brasil nos últimos 75 anos. O dado, celebrado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), representa uma das conquistas mais expressivas para a infância no país, com participação direta da entidade em políticas públicas decisivas.
Quando o Unicef chegou ao Brasil, em 1950 — então como Fundo Internacional de Socorro à Infância —, 16 em cada 100 crianças morriam antes de completar um ano de idade. Hoje, essa proporção é de apenas 1 em 100. A redução, segundo o fundo, está ligada a um conjunto de ações de saúde, nutrição, educação e proteção social adotadas nas últimas décadas.
Nesta quarta-feira (16), o Unicef lança uma publicação comemorativa destacando avanços e desafios enfrentados pela infância e adolescência no Brasil. Entre as principais contribuições da organização estão o financiamento do primeiro programa nacional de merenda escolar, em 1954, e o apoio à criação do Programa Nacional de Imunizações, em 1973.
A entidade também teve papel crucial na formulação do Artigo 227 da Constituição de 1988 — que estabelece prioridade absoluta para os direitos da criança e do adolescente — e na criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990.
Na área da educação, o Unicef atuou como aliado estratégico na ampliação do acesso à escola e na promoção da aprendizagem, especialmente entre populações vulneráveis.
Apesar dos avanços, o Unicef alerta para um problema que permanece sem solução: a violência contra crianças e adolescentes. Segundo a organização, esse é o único indicador em que o Brasil não avançou significativamente nas últimas décadas, exigindo um novo pacto nacional pela proteção da infância.
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