O Brasil começou a implementar o teste de DNA‑HPV como método principal de rastreamento do câncer de colo do útero, substituindo gradualmente o exame de Papanicolau no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida faz parte das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, atualizadas recentemente pelo Ministério da Saúde.
O exame molecular identifica os genótipos do papilomavírus humano (HPV), vírus responsável pela maioria dos casos de câncer cervical, permitindo detectar a infecção antes do surgimento de lesões ou tumores. Com isso, é possível realizar o diagnóstico precoce, aumentando as chances de tratamento e reduzindo a mortalidade pela doença.
O teste é oferecido inicialmente de forma gradual em diversos estados, com expectativa de cobertura nacional até o final de 2026. Comparado ao Papanicolau, o teste de DNA‑HPV apresenta maior sensibilidade, permitindo intervalos de rastreamento mais longos quando o resultado é negativo, podendo chegar a cinco anos. O Papanicolau continuará disponível para confirmação diagnóstica em casos positivos ou em locais onde a tecnologia ainda não esteja disponível.
O rastreamento com DNA‑HPV é indicado para mulheres e pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos. Casos positivos para os tipos de alto risco, como HPV 16 e 18, são encaminhados para exames complementares, como colposcopia, para avaliação detalhada.
Especialistas afirmam que a adoção do teste de DNA‑HPV representa um avanço tecnológico e organizacional na prevenção do câncer de colo do útero, alinhando o Brasil às recomendações internacionais. A medida reforça também a importância da vacinação contra o HPV como estratégia de prevenção de longo prazo.
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