Na véspera do Dia das Mães, um dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chama a atenção e revela uma mudança significativa no perfil das brasileiras que decidem ter filhos: o número de mulheres que optam pela maternidade após os 40 anos cresceu 65% nos últimos 12 anos.
Esse fenômeno, conhecido como maternidade tardia, vem se tornando cada vez mais comum. Entre os principais fatores que explicam essa tendência estão os avanços da medicina reprodutiva, o maior acesso à informação e mudanças culturais que valorizam o planejamento familiar e a realização profissional antes da maternidade.
Segundo especialistas, as técnicas modernas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro e o congelamento de óvulos, têm contribuído diretamente para que mulheres possam adiar a gravidez sem abrir mão do desejo de ser mãe. Ao mesmo tempo, muitas decidem esperar por estabilidade emocional, financeira ou o parceiro ideal.
A reportagem é da Rede Minas, uma emissora integrante da Rede Nacional de Comunicação Pública, que vem acompanhando a evolução desse perfil social.
Além da medicina, a transformação nos papéis de gênero e no mercado de trabalho também tem influência direta nesse cenário. Mulheres com maior escolaridade e inseridas em carreiras competitivas tendem a postergar a maternidade, priorizando metas pessoais e profissionais.
Apesar das possibilidades oferecidas pela medicina moderna, especialistas alertam para os cuidados que a gravidez após os 40 exige. Os riscos obstétricos são maiores, e o acompanhamento pré-natal deve ser rigoroso. Ainda assim, com o suporte médico adequado, é possível viver a experiência da maternidade com saúde e segurança.
A tendência reforça o direito de escolha das mulheres sobre seus corpos e trajetórias, mostrando que não há uma idade certa para ser mãe — e sim o momento certo para cada uma.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações Rede Minas. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










