O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania desmentiu nesta segunda-feira (02) que tenha intenção de anular as eleições para conselheiros tutelares ocorridas em todos os municípios brasileiros neste domingo (1º).
A informação foi divulgada por meio de uma nota à imprensa na página do Ministério na rede social X (antigo Twitter), desmentindo categoricamente uma intenção de anulação atribuída ao ministro Sílvio Almeida, chefe da pasta.
O ministro Sílvio Almeida, na verdade, afirmou que vai acionar a Advocacia-Geral da União e o Ministério Público contra eleições indiretas para Conselhos Tutelares em cidades de Minas Gerais e Alagoas.
Em todo o Brasil foram eleitos 30,5 conselheiros e conselheiras que serão empossados em janeiro para um mandato de 4 anos.
A nota do Ministério, porém, desmente informações de que pretende-se anular as eleições em todo o território nacional. O Ministério finaliza a nota repudiando “toda e qualquer tentativa de disseminação de notícias falsas” que podem incitar a população brasileira a “atos antidemocráticos”.
Notícias falsas
Anteriormente, Almeida prometeu investigar casos de notícias falsas e abuso de poder política nas eleições para os novos conselheiros tutelares que acontecem neste domingo em todo o país.
Segundo o ministro, é bom que os mais de 30 mil conselheiros tutelares que vão ser escolhidos nessas eleições representem a diversidade, mas crimes eleitorais não vão ser permitidos.
A declaração do ministro foi dada depois dele ter votado em uma escola na Zona Norte de São Paulo nos candidatos que concorrem a representantes do Conselho Tutelar da cidade.
No sábado (30), o Ministério Público Federal acionou o CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), para as medidas adotadas para garantir a lisura do processo eleitoral.
O que motivou a ação foi a denúncia do Movimento Nacional de Direitos Humanos de que haveria risco de interferência de abuso de poder religioso no pleito.
Segundo a denúncia, lideranças religiosas estariam usando os espaços de culto para defender o voto em determinados candidatos e divulgado mentiras sobre outros.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










