O Brasil assumiu neste domingo (1º), pelo período de um mês, a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Por dois meses (de outubro até dezembro) o país também ocupa uma das 10 vagas de membros não permanentes do Conselho.
O secretário de Assuntos Multilaterais e Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Cozendey, explica que este curto período na presidência é insuficiente para o país impor uma agenda e o Brasil almeja ser membro permanente.
“Em um mês não dá para inventar toda uma agenda, mas é um teste. Se você pretende ser um membro permanente, tem que mostrar que é capaz de ter uma atuação produtiva e ativa durante a presidência e de conseguir consensos”, disse o diplomata.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, presidirá uma audiência sobre essa questão no dia 20 de outubro.
“Vamos trazer este mês a ideia de que o Conselho de Segurança deveria tratar mais amplamente dos instrumentos que as Nações Unidas, os países e as organizações regionais têm para prevenir os conflitos e não só tratar deles depois que ocorrem. Um reforço da diplomacia bilateral, regional e multilateral para prevenir a eclosão de conflitos”, explicou Cozendey em entrevista na sexta-feira (29).
Como exemplo, ele citou o tratado de Tlatelolco, firmado em 1967 pelos 33 países da América Latina e Caribe, para garantir a não proliferação de armas nucleares na região.
Segundo o diplomata, outros temas serão abordados ao longo do mês na presidência brasileira do Conselho de Segurança: a possível missão de apoio às forças de segurança do Haiti; a manutenção da missão da ONU que supervisiona as negociações de paz na Colômbia; e, possivelmente, questões relativas à guerra entre Ucrânia e Rússia.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











