Uma sequência de temporais provocou estragos em diferentes regiões do Rio Grande do Sul entre quinta-feira (6) e sexta-feira (7).
A combinação de uma frente fria com a formação de um ciclone extratropical trouxe chuva intensa, rajadas de vento, granizo e ocorrências que afetaram dezenas de municípios.
De acordo com um levantamento divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 114 municípios haviam informado algum tipo de dano até a tarde de sexta-feira. O balanço contabilizava 2.306 pessoas desalojadas, embora os números ainda pudessem sofrer alterações devido às dificuldades de comunicação e acesso em determinadas áreas.
O mau tempo também provocou uma morte. Em Montenegro, no Vale do Caí, um motociclista morreu depois que uma árvore caiu sobre a RS-124. Outras cinco pessoas ficaram feridas em diferentes ocorrências relacionadas aos temporais.
Ventos superaram 120 km/h
As rajadas atingiram velocidades superiores a 120 km/h em alguns pontos do Estado. A intensidade dos ventos provocou a queda de árvores e estruturas, além de destelhamentos e danos em imóveis.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido alertas sobre a formação de um ciclone extratropical envolvendo áreas da Argentina, Uruguai, Sul do Brasil e o Oceano Atlântico.
Segundo o órgão, o período entre 6 e 8 de agosto concentrava o maior potencial para ocorrência de chuva intensa, tempestades, descargas elétricas, granizo e fortes rajadas de vento na Região Sul.
Santa Catarina também entrou na área de atenção
A chegada da frente fria também foi acompanhada pela Defesa Civil de Santa Catarina. O órgão alertou para a possibilidade de temporais mais fortes a partir da noite de quinta-feira, com previsão de chuva intensa em curtos períodos, ventos fortes, raios e ocorrência localizada de granizo.
No Rio Grande do Sul, os impactos continuaram mesmo após a passagem do período de maior instabilidade.
No sábado (8), aproximadamente 2,3 mil pessoas ainda estavam fora de suas casas. Mais de 200 mil imóveis também permaneciam sem fornecimento de energia elétrica, conforme informações divulgadas com base nos levantamentos da Defesa Civil.
Tornado causa destruição em Pedro Osório
Entre as áreas mais afetadas esteve Pedro Osório, no Sul do Estado. Durante a sequência de instabilidade, um tornado percorreu cerca de seis quilômetros por propriedades rurais.
O fenômeno provocou danos em residências e afetou famílias da região. A ocorrência foi associada ao mesmo sistema de temporais responsável pelos estragos registrados em outras dezenas de municípios gaúchos.
Mesmo com a diminuição da intensidade das tempestades, os órgãos responsáveis pelo monitoramento mantiveram a atenção para os efeitos posteriores das chuvas.
Regiões com histórico de alagamentos e áreas vulneráveis ao excesso de água continuaram sob observação.
As autoridades recomendam que a população acompanhe os avisos meteorológicos durante períodos de tempo severo e siga as orientações da Defesa Civil.
O Inmet e os órgãos estaduais continuam monitorando as condições atmosféricas, especialmente diante da possibilidade de novos episódios de chuva forte, vento intenso e temperaturas baixas na Região Sul.
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