O aumento no consumo de proteínas, impulsionado por dietas voltadas ao emagrecimento rápido e ao ganho de massa muscular, tem gerado preocupação entre especialistas devido aos possíveis impactos na saúde renal. Os rins, responsáveis pela filtragem do sangue, podem ser sobrecarregados quando há ingestão excessiva desse nutriente.
De acordo com a nefrologista Manuela Lordelo, o excesso de proteína leva os rins a trabalharem acima do normal, entrando em um processo conhecido como hiperfiltração renal.
Esse esforço contínuo pode provocar inflamações que, ao longo do tempo, evoluem para fibrose — uma espécie de cicatrização que compromete o funcionamento do órgão — podendo resultar em condições como a glomeruloesclerose.
O risco é ainda maior em pessoas que já apresentam algum grau de comprometimento renal, muitas vezes sem diagnóstico. Em casos de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, o consumo elevado de proteínas pode acelerar a perda da função dos rins e agravar o quadro clínico.
Alguns sinais podem indicar problemas renais, como inchaço no corpo, aumento da pressão arterial e alterações na urina. Mudanças na cor, como tons mais escuros, podem sugerir desidratação, enquanto a presença de espuma pode indicar perda de proteína pela urina — fator que também prejudica o funcionamento renal.
Diante desse cenário, a recomendação é evitar excessos e manter uma alimentação equilibrada, sempre com orientação de profissionais de saúde. O acompanhamento adequado é essencial para garantir que o consumo de proteínas esteja alinhado às necessidades do organismo, sem trazer riscos a médio e longo prazo.
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