O Rio de Janeiro sedia até esta sexta-feira (10) a Semana da Cultura no Sistema Prisional, abrangendo sete unidades do estado.
Lançado na terça-feira (7) na Biblioteca Nacional, o projeto oferece atividades como música, teatro, cinema e artes visuais voltadas a pessoas em privação de liberdade, egressos, familiares e servidores penais.
A iniciativa amplia programas já existentes, como o concurso de música Voz da Liberdade, realizado desde 2024 no Presídio Djanira Dolores de Oliveira, e inclui visitas guiadas a museus, doação de livros e exposições de arte com curadoria.
Um levantamento do CNJ indicou que 45% das 1,2 mil unidades prisionais do país não oferecem atividades culturais.
Luis Lanfredi, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ, destacou que o evento reforça a cultura, a leitura e a arte como direitos fundamentais, mesmo para pessoas privadas de liberdade.
O Rio de Janeiro funciona como projeto-piloto, com possibilidade de replicação em outros estados.
A semana será concluída com o lançamento do Horizontes Culturais, estratégia nacional de fomento à cultura no sistema prisional, que visa fortalecer práticas existentes e ampliar o acesso à arte por meio de iniciativas em audiovisual, música e comunicação, em um evento no Theatro Municipal.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












