O narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación e um dos criminosos mais procurados do país, foi morto em operação das forças de segurança mexicanas nesta segunda-feira (23).
A ação contou com informações de inteligência fornecidas pelos Estados Unidos e mobilizou militares, aeronáutica e Guarda Nacional do México.
Segundo o general Ricardo Trevilla, secretário de Defesa Nacional, El Mencho foi localizado em Tapalpa, estado de Jalisco, concentrando seu poder sobre a região.
Durante confronto armado, ele ficou ferido e morreu no transporte para atendimento médico, junto com dois de seus guarda-costas.
O episódio gerou onda de violência no domingo (22), com bloqueios de vias, incêndios de veículos e ataques a prédios públicos e comerciais, resultando em 27 agentes mortos e 30 suspeitos ligados ao cartel.
A operação iniciou com a interceptação de um contato próximo da namorada de El Mencho, que indicou sua localização. Militares utilizaram seis helicópteros e aviões Texan para cercar o criminoso.
Armas pesadas, incluindo fuzis, granadas e lançadores de foguetes, foram apreendidas, e três militares ficaram feridos.
A presidente Cláudia Sheinbaum informou que a normalidade foi restabelecida nesta segunda-feira e prestou condolências às famílias dos agentes mortos. O governo dos EUA forneceu inteligência, mas não participou diretamente da ação; a Casa Branca destacou a prioridade de El Mencho devido ao seu envolvimento na exportação de fentanil.
Especialistas alertam que a morte do líder pode gerar instabilidade no curto prazo, com disputas internas pelo controle do cartel e possíveis fragmentações ou redistribuição de territórios entre organizações rivais, como o Cartel de Sinaloa.
Apesar disso, o CJNG continua sendo uma das facções mais armadas e influentes do país, mantendo domínio sobre rotas estratégicas e produção de drogas sintéticas.
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