O governo de Minas Gerais divulgou na tarde desta terça-feira (atualizado às 17h45) um novo balanço sobre os impactos das chuvas que atingem o estado. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, já são 28 mortes confirmadas — 21 em Juiz de Fora e 7 em Ubá — além de 40 pessoas desaparecidas. Há, ainda, registros de vítimas soterradas.
De acordo com o governador Romeu Zema, o volume de chuva registrado em poucas horas foi próximo ao esperado para um mês inteiro, provocando deslizamentos severos e destruição em áreas urbanas.
“Em poucas horas, choveu quase o equivalente a um mês inteiro. Isso provocou deslizamentos severos”, afirmou.
Zema se solidarizou com as famílias das vítimas e informou que permanecerá em Juiz de Fora até quarta-feira, seguindo depois para Ubá. As autoridades alertam que o número de mortos pode aumentar, já que há desaparecidos e equipes atuando em áreas de difícil acesso.
Resgates e operação de emergência
Até o momento, foram registradas 130 ocorrências, com 98 pessoas resgatadas com vida. Aproximadamente 500 homens participam da operação, incluindo cerca de 100 bombeiros militares e tropas especializadas com cães farejadores.
O major Mardell da Silva informou que moradores de áreas de risco receberam alerta emergencial nos celulares, com recomendação de evacuação imediata.
“Quando receber o alerta, saia imediatamente de casa. O risco geológico é muito grave em toda a região”, reforçou o governador.
Desabrigados e desalojados
Em Juiz de Fora, são 200 desabrigados e 400 desalojados. Já em Ubá, há 14 desabrigados e 46 desalojados.
Desalojado é quem precisou deixar a residência, mas conta com apoio de familiares, amigos ou outro imóvel. Já o desabrigado depende de abrigos públicos, como ginásios e escolas.
A CEMIG informou que 22 mil imóveis ficaram sem energia elétrica. Geradores estão sendo enviados de Belo Horizonte para acelerar o restabelecimento do serviço.
Em Ubá, uma ponte foi destruída pela força das águas. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais enviou engenheiros para avaliar encostas e estruturas comprometidas, enquanto a Defesa Civil mantém monitoramento permanente das áreas mais críticas.
Recursos emergenciais e apoio federal
O governador anunciou a liberação imediata de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá em recursos suplementares. Segundo ele, o governo federal também garantiu apoio posterior para a reconstrução de pontes, vias e demais estruturas públicas danificadas.
As buscas continuam na noite desta terça-feira, com monitoramento constante das áreas de risco e previsão de novas atualizações nas próximas horas.

A Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública. Segundo a prefeita Margarida Salomão, o volume acumulado chegou a 584 milímetros apenas em fevereiro — mais que o dobro do previsto e o maior já registrado na história da cidade. O excesso de chuva provocou transbordamento do Rio Paraibuna e deixou bairros isolados.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil atuam em operações de resgate. Já foram contabilizados cerca de 20 soterramentos, principalmente na região sudeste do município, além de mais de 40 ocorrências emergenciais envolvendo vias bloqueadas, casas atingidas e moradores ilhados.
Diante da situação, todas as aulas nas escolas e creches municipais foram suspensas. Servidores da prefeitura passaram a trabalhar em regime remoto, e a população foi orientada a evitar deslocamentos desnecessários.
As autoridades seguem monitorando áreas de risco enquanto continuam as buscas e o atendimento às vítimas.
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