O Rio de Janeiro atravessa uma onda de calor intensa, com registros de até 41,4 °C em bairros como Santa Cruz, o maior índice recente do verão na cidade. O sistema Alerta Rio classificou o evento como Nível 3, indicando calor persistente por vários dias, exigindo atenção da população.
Em resposta, a Prefeitura do Rio mantém ativo um protocolo de calor com níveis de alerta progressivos (NC1 a NC5), que orienta medidas públicas e a emissão de comunicados conforme a gravidade das temperaturas. Entre as ações previstas estão restrições de atividades externas e a ativação de pontos de resfriamento e hidratação.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES‑RJ) instalou pontos de hidratação em todas as 27 UPAs estaduais, oferecendo água potável e apoio básico, com atenção especial para grupos vulneráveis. Além disso, o SAMU reforçou sua operação com motolâncias e equipes rápidas em locais estratégicos, garantindo atendimento ágil a casos de insolação e desidratação.
Nos últimos dias, as unidades de saúde registraram mais de 2,6 mil atendimentos relacionados a sintomas do calor, como tontura, náuseas, desidratação e exaustão térmica, evidenciando a pressão sobre o sistema de saúde.
As autoridades recomendam cuidados básicos: beber água regularmente, evitar exposição solar entre 10h e 16h, usar roupas leves e protetor solar, além de observar sinais de cansaço extremo e procurar atendimento médico quando necessário.
O Rio de Janeiro se destaca internacionalmente por suas políticas de adaptação ao calor, com um protocolo integrado de calor extremo reconhecido em premiações climáticas em 2025, servindo de referência para outras cidades no enfrentamento de ondas de calor.
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