O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, acaba de frustrar as expectativas do Banco BTG Pactual e do Fundo Itaipava em relação às debêntures oferecidas pelo empresário Eike Batista em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.
Os papeis lastreados em rendimentos do projeto Minas-Rio (Anglo American) foram arrematados pela corretora Argenta em 2021 por R$ 612 milhões. A disputa judicial chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde o ministro Dias Toffoli decidiu, em dezembro de 2024, que o BTG e o Itaipava tinham direito de preferência para aquisição pelo mesmo valor pago pela Argenta.
Jogo bilionário I
Segundo fontes do mercado, o valor atualizado das debêntures já ultrapassa R$ 2 bilhões, podendo gerar rendimentos de R$ 300 milhões anuais até 2050. Esses rendimentos seriam suficientes para quitar todas as multas e dívidas de Eike Batista, além de compensar investidores lesados.

Jogo bilionário II
A petição de Gonet solicita a reconsideração da decisão de Toffoli, argumentando que a medida é lesiva ao Estado, aos credores e aos investidores prejudicados, já que os recursos seriam drenados para o BTG e o Itaipava. Em resposta à petição, Toffoli voltou atrás e encaminhou a decisão ao plenário do Supremo.
A disputa bilionária por esta fortuna foi tema de análise do economista Aurélio Valporto em participação no programa Direto da Redação (Vídeo acima) nesta quarta-feira (19). Valporto também é presidente da Abradin (Associação Brasileira de Investidores), entidade que conseguiu rastrear esses papéis em 2021.
Planos de Waguinho e Eduardo Cunha
Eduardo Cunha e Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo, dois dos principais nomes do Republicanos no Rio de Janeiro, encontram dificuldades para dialogar com o governador Cláudio Castro (PL). Também não conseguiram alinhamento com o prefeito Eduardo Paes (PSD), que se distancia cada vez mais da possibilidade de disputar o governo do Estado.
Diante desse cenário, o Republicanos já cogita lançar candidatura própria ao governo. O ex-governador Anthony Garotinho se apresenta como opção, em um movimento que promete causar turbulência no xadrez político. A expectativa é que ele possa atingir cerca de 10% do eleitorado.
Coisas do passado
Garotinho e Eduardo Cunha já foram adversários, mas a política tem suas reviravoltas. Uma frase atribuída a Getúlio Vargas resume bem essa dinâmica: “Em política, não se deve ter amigos que não possam se tornar inimigos, nem inimigos que não possam se tornar amigos”.
Crivella pode disputar o Senado
Para a disputa ao Senado, o Republicanos também tem um nome de peso: o deputado Marcelo Crivella. Sua base de apoio está no eleitorado conservador, especialmente entre os neopentecostais. A eventual candidatura de Crivella, junto com a de Flávio Bolsonaro, pode dificultar os planos de Cláudio Castro dentro da ala bolsonarista.
A festa de José Dirceu
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, comemorou seus 79 anos na terça-feira, 11 de março, no Setor de Clubes Sul, região central de Brasília. O evento foi concorrido, com filas de mais de 100 pessoas aguardando para entrar.
Dirceu não ocupa cargo público atualmente, mas continua sendo uma figura influente nos bastidores do poder. Entre os convidados estavam ministros do governo Lula, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), além de muitos admiradores disputando selfies com o aniversariante.
Indicativo para 2026
Festas de aniversário de políticos costumam servir como termômetro de influência. A julgar pelo número de convidados, a “jaqueira” de Zé Dirceu continua frondosa. Isso reforça o cenário de que o PT segue com perspectivas sólidas para 2026, ano em que Lula deve disputar a reeleição. Dirceu, exímio estrategista, sabe ler os sinais. E, por enquanto, todos indicam que Lula ainda é a principal aposta do petismo.
PAC Turbinado I: O mapa da “doçura” para prefeitos
R$ 30 bilhões: Lula abre cofre para obras e sufoca emendas parlamentares
O governo federal está distribuindo um verdadeiro banquete de R$ 30 bilhões em recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com um cardápio direcionado a prefeitos ávidos por investimentos. Os municípios precisam correr: o prazo para cadastro termina em 30 de março.
PAC Turbinado II: Açúcar e inflação na panela política
Enquanto os prefeitos se debruçam sobre o cadastro do PAC, o governo Lula mira dois coelhos com uma cajadada: turbinar a máquina pública e segurar a inflação. Além dos R$ 30 bi em infraestrutura, a equipe econômica zerou alíquotas de importação de itens da cesta básica, como arroz e feijão.
Jogo de poder
O PAC é a âncora para reconquistar prefeitos aliados e isolar o Centrão. Enquanto isso, a população sente no bolso: a queda nos preços dos alimentos pode ser a bala de prata para frear o descontentamento.
Detalhando o PAC
- CIDADES (R$ 20.6 bi): O maior bolo vai para saneamento. Serão investimentos em esgotamento, prevenção de desastres (encostas e drenagem) e urbanização de favelas (“Periferia Viva”).
- SAÚDE (R$ 5,8 bi): Policlínicas e ambulâncias do SAMU lideram, mas o destaque são os kits de telessaúde – uma jogada para modernizar atendimentos em regiões remotas.
- EDUCAÇÃO (R$ 2,3 bi): Foco em creches e transporte escolar – itens que viram vitrines eleitorais.
- ESPORTE (R$ 390 mi): Centros comunitários são a aposta para ocupação de jovens em áreas vulneráveis.











