O embate bilionário entre o Banco BTG Pactual e o Fundo Itaipava pela posse das debêntures ofertadas por Eike Batista em seu acordo de delação premiada teve um novo capítulo. O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a reconsideração da decisão do ministro Dias Toffoli, que concedia direito de preferência na compra dos papéis às instituições financeiras.
As debêntures, originalmente adquiridas pela corretora Argenta em 2021 por R$ 612 milhões, já ultrapassam o valor de R$ 2 bilhões no mercado, com possibilidade de gerar rendimentos de até R$ 300 milhões ao ano até 2050.
A decisão de Toffoli, tomada em dezembro de 2024, permitia que o BTG Pactual e o Fundo Itaipava comprassem os papéis pelo mesmo valor pago pela Argenta.

No entanto, a PGR argumenta que essa decisão pode ser lesiva ao Estado, aos credores e aos investidores prejudicados, pois redirecionaria os recursos para as instituições financeiras, em vez de garantir o pagamento de multas e indenizações. Com a nova petição, Toffoli recuou e encaminhou a questão ao plenário do STF, que dará a palavra final sobre o caso.
A disputa levanta questionamentos sobre os impactos da decisão na recuperação dos prejuízos causados pelos esquemas de corrupção investigados na Operação Lava Jato. Enquanto isso, o mercado financeiro e investidores acompanham de perto o desfecho desse jogo bilionário.
Fonte: Coluna do jornalista Roberto Barbosa na revista VIU! Clique aqui e leia a coluna na íntegra.
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