O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida entrou em uma nova fase após o encerramento da proteção de patente da substância, amplamente utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e também no controle de peso.
A mudança abriu espaço para a entrada de novos concorrentes e já reflete diretamente na ampliação das solicitações de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo nesta terça-feira (30), a Anvisa já contabiliza 18 pedidos de registro de medicamentos que utilizam o mesmo princípio ativo presente em fármacos como Ozempic e Wegovy.
A movimentação das empresas farmacêuticas ocorreu após o vencimento da patente em março, o que permitiu a abertura regulatória para a produção de versões similares no país.
Esse tipo de cenário é comum em mercados de alta demanda, especialmente em terapias relacionadas aos análogos de GLP-1, classe à qual pertence a semaglutida. A expectativa do setor é de aumento na concorrência, maior disponibilidade de produtos e possível impacto na redução de preços.
Até o momento, apenas um dos pedidos avançou completamente no processo regulatório da agência. Trata-se do Ozivy, desenvolvido pela EMS, indicado para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2.
O medicamento começou a ser distribuído no mercado brasileiro em junho, com preço inicial estimado em cerca de R$ 497 mensais na dose de um miligrama, valor inferior ao do medicamento de referência.
Os demais processos seguem em análise pela Anvisa. Segundo o levantamento, 16 pedidos ainda estão em avaliação técnica, enquanto outros permanecem em fases iniciais de submissão.
As solicitações incluem tanto medicamentos biológicos similares quanto versões sintéticas análogas, que exigem comprovação rigorosa de segurança, qualidade e equivalência terapêutica em relação ao produto original.
A expansão do número de registros em análise indica uma reconfiguração do mercado farmacêutico brasileiro para esse tipo de terapia, com potencial de ampliar o acesso dos pacientes e intensificar a concorrência entre laboratórios no segmento de tratamentos para diabetes e obesidade.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio de Janeiro.












