Grupos radicais de extrema-direita estariam tramando ataques ao desfile de 7 de setembro para incriminar movimentos de esquerda, segundo destaca o blog do jornalista Matheus Leitão na Veja, citando investigações que estariam em curso em órgãos de segurança.
A iniciativa criminosa teria um viés golpista, com a criação de um factoide para mudar os rumos da eleição de outubro. A trama lembra outros episódios como o atentado do Riocentro, em 1981, organizado por setores radicais do Exército e da Polícia Militar para incriminar a esquerda e conter o processo de abertura política nos anos finais da ditadura militar.
A trama do dia 7 implicaria em ferir os próprios bolsonaristas, gerar pânico na sociedade, responsabilizando a esquerda. O colunista esclarece que, desta vez, em nenhum momento as fontes de informações mencionaram a participação de integrantes do Exército ou da Polícia.
Em recente convenção do PL, quando seu nome foi homologado como candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro fez uma convocação de apoiadores para o dia 7 de setembro. Na ocasião, ele criticou ministros do STF e afirmou que os apoiadores iriam às ruas pela última vez.
No Rio de Janeiro, por ordem do presidente, o desfile de 7 de setembro foi transferido para orla de Copacabana, na zona sul, local que sempre concentra atos de apoiadores bolsonaristas. O presidente afirmou que haverá protesto e convocou os apoiadores a comparecerem vestidos de verde e amarelo.
“Pela primeira vez, a tropa vai desfilar em Copacabana. O desfile terá uma hora, com tropa das Forças Armadas, colégio militar, escolas civis… É um desfile cívico-militar em Copacabana. O pessoal deve ir de camisa verde e amarela. Deve ter algum protesto, o que é natural. Da nossa parte, ninguém vai querer protesto para fechar isso ou fechar aquilo. Moralmente algumas instituições estão se fechando no Brasil. Dá para ganhar essa guerra dentro das quatro linhas. Uma das frases mais mostradas lá deve ser a questão da transparência eleitoral”, disse Bolsonaro.











