Diante das pesquisas de intenção de votos que apontam uma possível derrota na disputa pela reeleição, o presidente Jair Bolsonaro estaria com medo de ser preso ao deixar o governo. Ele teme que os filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o senador Flávio Bolsonaro (KPL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), tenham o mesmo destino.
É o que revela a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de São Paulo. Citando fontes palacianas, a jornalista destaca que o presidente afirmou a diferentes interlocutores ter certeza de que será alvo de inquéritos que teriam como objetivo levá-lo à prisão caso perca as eleições.
Entre esses interlocutores em Brasília, estariam integrantes do próprio governo, com os quais ele não esconde a inquietação, chegando a demonstrar transtorno em alguns momentos.
Bergamo cita quatro relatos diferentes, “que variam apenas em relação ao tom do presidente quando discorre sobre o assunto”.
Para políticos e autoridades que não integram o governo, com os quais conversou nos últimos dias, Bolsonaro teria dito que reagirá — e que não será preso com facilidade.
Há relatos sobre demonstração de nervosismo e repetição de frases semelhantes à que disse em um discurso no dia 7 de setembro do ano passado, em um ato na avenida Paulista, em São Paulo: “Nunca serei preso”.
Na mesma ocasião, Bolsonaro afirmou que poderia sair do Palácio “preso, morto ou com vitória”. A primeira hipótese estaria descartada. Nas conversas em Brasília, ele também teria dito, na mesma linha do discurso em São Paulo, que pode haver “morte” caso haja tentativa de prendê-lo.
“Dois ministros do governo afirmaram que já ouviram Bolsonaro falar sobre a possibilidade de ser detido em mais de uma ocasião”, desta desta Bergamo.
Um dos ministros afirma que o presidente diz saber o que vai acontecer com ele em caso de derrota. “Você acha que eu não sei?”, teria dito o presidente, de acordo com esse auxiliar, sobre uma possível ordem de prisão.











