A Polícia Federal (PF) definiu um plano de segurança para proteger os candidatos à Presidência da República durante a campanha das eleições de 2026. A operação poderá mobilizar até 458 servidores e foi estruturada para atender, caso necessário, até dez candidaturas ao Palácio do Planalto.
O esquema reúne agentes especializados em proteção de autoridades, inteligência, logística e coordenação operacional. Além do efetivo, a estrutura poderá contar com veículos blindados, equipamentos de defesa contra drones, monitoramento de ameaças no ambiente digital e varreduras antibombas nos locais onde os candidatos cumprirem agenda.
Segundo o planejamento, a atuação da PF poderá começar a partir de 20 de julho, após a oficialização das candidaturas pelos partidos políticos e mediante solicitação formal das campanhas interessadas.
Proteção será definida conforme análise de risco
A Polícia Federal informou que cada candidato terá um plano de segurança elaborado de forma individual, levando em consideração análises técnicas de risco. As estratégias poderão ser atualizadas ao longo da campanha caso surjam novas ameaças ou mudanças nas condições de segurança.
De acordo com o órgão, o modelo foi desenvolvido para assegurar tratamento isonômico entre todos os presidenciáveis, utilizando os mesmos protocolos e critérios técnicos na definição das medidas de proteção.
Investimento pode chegar a R$ 95 milhões
O custo estimado da operação é de aproximadamente R$ 95 milhões. Apesar do orçamento previsto, a quantidade de agentes, equipamentos e recursos destinados a cada campanha dependerá das avaliações de risco e das características dos compromissos públicos de cada candidato.
Por motivos de segurança, a Polícia Federal informou que não divulgará o grau de risco atribuído a cada presidenciável nem o número de servidores destacados para cada equipe.
Adesão ao serviço é facultativa
A utilização da estrutura de segurança oferecida pela Polícia Federal não será obrigatória. As campanhas poderão optar por aderir ou não ao serviço e também terão a possibilidade de solicitar a proteção em qualquer momento do período eleitoral, caso considerem necessário.
A medida faz parte do planejamento das eleições de 2026 e busca reforçar a segurança dos candidatos durante atividades públicas em todo o país.
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