O pastor Silas Malafaia, um dos líderes evangélicos mais influentes do país, passou a ser investigado pela Polícia Federal por suspeita de obstrução da Justiça, coação no curso do processo e participação em atos contra o Estado Democrático de Direito. O inquérito está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e é ligado às investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
De acordo com a PF, Malafaia teria buscado interferir nas investigações e participou de uma manifestação no dia 3 de agosto de 2025, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que à época violou medidas cautelares ao aparecer por vídeo no evento. A aparição resultou na prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada por Alexandre de Moraes.
Além da mobilização, o pastor fez ataques públicos ao ministro, chamando-o de “ditador de toga” e defendendo seu impeachment. Em resposta às investigações, Malafaia declarou que não foi notificado oficialmente e criticou o que chamou de “vazamento seletivo” de informações à imprensa.
O mesmo inquérito já inclui nomes como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo, suspeitos de participação em ações que visavam pressionar ou intimidar o STF e obstruir as investigações. A inclusão do pastor intensifica ainda mais o clima de tensão política e institucional no país.
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