O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não permitirá uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil caso seja eleito. A declaração foi dada em entrevista à Record exibida neste domingo (30).
“Quem tem que resolver nossos problemas somos nós”, declarou o senador ao ser questionado sobre uma eventual atuação direta de forças norte-americanas no território brasileiro.
Flávio defendeu uma participação maior das Forças Armadas brasileiras no apoio aos estados no combate ao crime organizado. Segundo ele, Exército, Marinha e Aeronáutica poderiam atuar em conjunto com as forças estaduais dentro das atribuições legais de cada instituição.
Apesar de rejeitar uma intervenção estrangeira, o candidato defendeu maior cooperação internacional, principalmente na área de inteligência, troca de informações e recursos humanos.
Um dos focos seria o rastreamento do dinheiro movimentado por organizações criminosas fora do Brasil. Flávio citou o PCC como exemplo e afirmou que acordos com outros países podem ajudar a identificar recursos enviados ao exterior e possíveis estruturas utilizadas para lavagem de dinheiro.
Durante a entrevista, o senador também voltou a falar sobre uma publicação feita em 2025, na qual comentou ataques norte-americanos contra embarcações suspeitas de transportar drogas. Segundo Flávio, a declaração foi apenas uma comparação com o tráfico marítimo existente no Rio de Janeiro e não um pedido de bombardeios no Brasil.
O candidato afirmou ainda que pretende classificar Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações terroristas e defendeu a participação brasileira em uma iniciativa internacional chamada por ele de “Escudo das Américas”, voltada ao combate ao tráfico de drogas e armas.
A segurança pública tem ocupado espaço central na campanha de Flávio Bolsonaro, que defende maior integração entre forças federais e estaduais e ampliação da cooperação com outros países no enfrentamento ao crime organizado.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











