O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi empossado neste domingo (1º), em Brasília, com discurso em defesa da democracia, da preservação da Amazônia e do fortalecimento dos BRICS. Ele também destacou a importância das organizações multilaterais na busca pela soberania.
Lula e o vice Geraldo Alckmin (PSB) foram empossados após o tradicional desfile de Rolls-Royce pelas ruas do Distrito Federal. A cerimônia foi realizada no Congresso Nacional e comandada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
É um momento histórico para o país, que por meio de uma eleição direta e com ampla participação popular, conseguiu sufocar os ataques à democracia, com destaque para atuação decisiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a liderança do ministro Alexandre de Moraes.
Cadela Resistência sobe a rampa do Planalto na posse de Lula. Durante a cerimônia da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (1º). pic.twitter.com/R4QOcI6NV5
— Diário da Guanabara (@diarioguanabara) January 1, 2023
Na primeira fase do discurso, Lula pontuou que a democracia foi a grande vitoriosa na eleição de 2022, “superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu”.
O presidente também sublinhou o que considerou “as mais violentas ameaças à liberdade do voto, a mais abjeta campanha de mentiras e de ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado” durante a campanha do ano passado.
Conforme determina o rito oficial, Lula fez o juramento à Constituição da República, juntamente com o vice, destacando que a mensagem que precisa chegar ao povo é de “esperança e reconstrução”.
O presidente afirmou que seu antecessor personificava um “projeto autoritário de poder”, desencaminhando a máquina pública dos controles republicanos.
- Principais promessas de Lula
- Discutir uma nova legislação trabalhista
- Zerar filas no INSS
- Revogar os decretos de armas de Bolsonaro
- Encerrar o teto de gastos
Lula chega ao Palácio do Planalto e recebe a faixa presidencial das mãos de representantes do povo brasileiro. O gesto tradicional corresponderia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se recusou a fazê-lo.
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Crise climática, Mercosul e os BRICS
O mundo espera que o Brasil volte a ser um líder no enfrentamento à crise climática, um exemplo de país social e ambientalmente responsável, capaz de promover o crescimento econômico com distribuição de renda, combate à fome e a pobreza, dentro do processo democrático”, afirmou Lula.
O presidente considera que o protagonismo do país passa pela retomada da integração sul-americana, a partir do Mercosul, assim como pela revitalização da Unasul e demais instâncias de articulação.
Sobre esta base podemos reconstruir o diálogo altivo e ativo com os Estados Unidos, a Comunidade Europeia, a China, os países do Oriente outros atores globais”, detalhou, além de enfatizar a necessidade de “fortalecer os BRICS e a cooperação com os países da África para romper o isolamento a que o país foi relegado”.
Pauta sobre Amazônia
A questão ambiental também foi destacada no discurso de posse. Lula enfatizou que o Brasil precisa voltar a ser um país soberano e a Amazônia é um fator determinante nesta pauta.
“Nossa meta é alcançar desmatamento zero na Amazônia e emissão zero de gases de efeito estufa na matriz elétrica, além de estimular o reaproveitamento de pastagens degradadas. O Brasil não precisa desmatar para manter e ampliar sua estratégica fronteira agrícola”, disse.
Lula explicou que esta pauta é uma das razões para a criação do Ministério dos Povos Indígenas. “Ninguém conhece melhor nossas florestas nem é mais capaz de defendê-las do que os que estavam aqui desde os tempos imemoriais”, disse.
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