Reeleito em primeiro turno com 58,67% dos votos válidos, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tomou posse na manhã deste domingo (1º) no plenário do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do estado (Alerj).
Foi uma cerimônia repleta de simbolismo. A primeira delas, é a relação institucional que se estabelece entre o governo do Rio e o governo federal. Castro apoiou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro no primeiro e segundo turno. O presidente Lula foi o oponente que ganhou a eleição por pouca margem de votos.
Há de se observar que nunca houve tratamento deselegante entre o governador e o presidente, nem mesmo durante a campanha eleitoral. Sempre se respeitaram. Após ser empossado no Rio, Castro seguiu para Brasília, para acompanhar a posse do presidente.
O segundo simbolismo está na superação da boataria e agressões, como o próprio governador pontuou no discurso, segundo destaca reportagem da agência Sputnik.
“Ao longo dos últimos dois anos sofri muito, eu a minha família, seja com mentiras, ataques gratuitos ou boatos maldosos. Mas eu aprendi a superar isso com a verdade, com trabalho, retidão e honestidade“, disse Cláudio Castro, no discurso.
O governador foi empossado juntamente com o seu vice, Thiago Pampolha. Os dois foram recebidos na escadaria do palácio pelo presidente da Alerj, deputado André Ceciliano.
Cláudio Castro leu o compromisso constitucional, em seguida, assinou o termo solene de posse, lido por Ceciliano. Pampolha fez o mesmo rito.
Combate ao feminicídio
No discurso que durou cerca de meia hora, Castro disse que vai assumir como “prioridade absoluta” do governo o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio. Castro classificou de “bárbaro” o crime de feminicídio, que atinge “mulheres e destrói famílias”.
“Nossa atenção para essa realidade motivou a criação da Secretaria da Mulher, que vai atuar de forma transversal com outras pastas e órgãos do estado. As mulheres precisam e merecem ser cuidadas, protegidas, respeitadas e ter a garantia de direitos e oportunidades iguais na sociedade.”
Castro citou ações já implementadas nessa área, como o aplicativo Rede Mulher, que permite o acionamento eletrônico do 190, os núcleos de atendimento aos familiares das vítimas do feminicídio, a Patrulha Maria da Penha, o programa Empoderadas, a Casa Abrigo Lar da Mulher e o Ônibus Lilás. A secretária Especial de Mulheres será Heloísa Aguiar.
O governador fez um balanço de sua gestão, destacando as dificuldades enfrentadas para reaquecer a economia do estado, em meio à pandemia de covid-19, e renegociando o Regime de Recuperação Fiscal com a União, iniciado em 2017 e que suspendeu por três anos as dívidas federais do Rio de Janeiro.
“Nos dois últimos anos, nossas contas foram aprovadas no TCE [Tribunal de Contas do Estado] por unanimidade, o que não acontecia havia sete anos. Hoje, o estado apresenta previsão de incremento de quase 20% na receita bruta. O passado foi de colapso, o presente é de transformação, mas o futuro será de esperança. Em dois anos, são mais de 200 mil novas empresas, o que projeta o Rio ao terceiro lugar no país em abertura de novos negócios em 2022”, destacou.
Ele citou ainda o Supera RJ, cartão de distribuição de renda para famílias carentes lançado durante a pandemia, com valor mensal de R$ 280, foi prorrogado até 31 de dezembro de 2023. Castro também prometeu concluir as obras do Museu da Imagem e do Som em Copacabana e reativar o Teleférico do Alemão.
*Com informações da EBC. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











