Em entrevista a cadeia de TV norte-americana, CBS NEWS, neste domingo (1º), a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, avalia que o ano de 2023 será muito pior para a maior parte da economia mundial ante a 2022.
A região mais vulnerável, segundo ela, é a União Europeia devido ao impacto econômico e energético provocado pela guerra da Ucrânia. O que se prevê para os países do continente é uma grande recessão, assim como a China, que deverá enfrentar um ano muito difícil nas previsões do FMI.
Quanto aos EUA, a executiva acredita que o país seja mais resistente, com capacidade financeira para mitigar os efeitos deletérios de uma recessão.
“Para a maior parte da economia mundial, 2023 será um ano duro, mais duro do que foi o ano de 2022. Por que? Porque as três grandes economias (Estados Unidos, União Europeia e China estão freando ao mesmo tempo”, explicou Georgieva.
O panorama é mais sombrio para os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento, porque a maior parte desses países são afetados por variantes diferenciadas, como alta elevação do dólar frente às moedas locais.
“Para os países com alto nível de endividamento, essa conjuntura supõe uma catástrofe”, disse.
“Não pensem que vamos voltar à previsibilidade pré-crises. O que nos espera é mais incertezas, mais crises acumuladas”, concluiu a diretora do Fundo.
As previsões pessimistas para a economia global são compartilhadas pelo economista Nouriel Roubini. Em recente entrevista ao Financial Times, ele avaliou que a economia mundial caminha para uma tempestade de grandes proporções e prolongada.
Roubini é mais conhecido como “doutor Catástrofe”, por ter sido uma voz solitária ao alertar o mundo para a crise de 2008, quando a economia global ainda vivia tempos de euforia.
Natural da Turquia, ele alertou que “há novas grandes ameaças que não existiam antes e estão se acumulando”, enquanto “estamos fazendo muito pouco” para reverter o curso desses acontecimentos.
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