O governo de Luiz Inácio Lula da Silva já ultrapassou a barreira dos 100 dias e o presidente ainda não definiu quem vai comandar a Defensoria Pública da União (DPU). O órgão está sob interinidade desde janeiro.
A situação gera insatisfação entre os servidores de carreira. Eles consideram que sem comando não há definição de rumos do acesso à justiça no Brasil.
Paira uma forte sensação de insensibilidade oficial diante da principal instituição nacional de defesa de pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade no país.
A Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef) já se manifestou. Diz que o cenário acarreta prejuízos às defensoras e defensores públicos federais, não apenas para execução do trabalho, mas também na gestão da instituição.
A situação é desanimadora. Os atendimentos, os planos de expansão e as coordenações de atuação em 70 unidades da DPU estão seriamente comprometidas.
ATUALIZANDO: O Defensor Público Geral-Federal interino é Fabiano Caetano Prestes. Ele, originalmente, é corregedor Geral da DPU.
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