A CPI do Crime Organizado, que se aproxima do encerramento de seus trabalhos, solicitou uma prorrogação de 60 dias para aprofundar as investigações.
O requerimento foi protocolado pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e conta com 28 assinaturas de parlamentares, garantindo análise de documentos e depoimentos considerados estratégicos, especialmente após os desdobramentos do caso Master.
Nesta terça-feira (7), a comissão pretende ouvir novamente o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que está protegido por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, garantindo que investigados não sejam obrigados a depor contra si mesmos.
Caso Ibaneis não compareça, a CPI deve ouvir o Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na quarta-feira (8), a agenda prevê tentativa de depoimento de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, também protegido por habeas corpus, enquanto Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, será ouvido como convidado.
Paralelamente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impede a aposentadoria compulsória de magistrados como punição administrativa.
PEC, apresentada pelo ex-senador Flávio Dino em 2024, precisa passar pela CCJ e pelo plenário. Recentemente, a decisão de Dino proibiu a aposentadoria compulsória como sanção, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou a medida em recurso.
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