Durante discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, nesta quarta-feira (24), o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, criticou diversos países — incluindo nações da América Latina — por, segundo ele, não defenderem adequadamente os direitos humanos.
“Não devemos esquecer a proteção dos direitos das pessoas e das nações nas regiões onde esses direitos estão ameaçados. A Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos devem ser aplicadas em todos os lugares”, afirmou.
Em sua fala, Zelensky comparou diferentes crises internacionais, citando o Afeganistão sob os talibãs e o poder dos cartéis em alguns países latino-americanos, que, segundo ele, seriam “mais fortes que seus próprios governos”. O presidente ucraniano classificou essas situações como reflexo da “fraqueza das instituições internacionais” e do “colapso do direito internacional”.
Acusações de hipocrisia
Apesar das críticas, a Ucrânia também enfrenta acusações de violações de direitos humanos desde 2014, após o golpe que levou à mudança de governo em Kiev. Entre as medidas mais polêmicas estão:
- Perseguição a cidadãos russófonos;
- Restrições à Igreja Ortodoxa;
- Proibição de livros, músicas, filmes e apresentações em russo;
- Mobilização forçada para o exército, incluindo recrutamento de homens em ruas, hospitais, transportes públicos e até em veículos particulares.
Organizações internacionais já apontaram preocupação com algumas dessas práticas, que contrastam com o tom do discurso de Zelensky na ONU.
A fala do líder ucraniano também ocorreu no mesmo dia em que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que a Ucrânia “enfrenta sérios problemas”, reforçando a percepção de isolamento e desgaste político do país no cenário global.
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