Não há boa acolhida para imigrantes nos EUA e a xenofobia é oficial. O prefeito de Nova York, Eric Adams, culpou o governo federal pela crise de imigração que afeta a sua cidade e o resto do país.
O mandatário é do Partido Democrata e pede que o governo de Joe Biden (do mesmo partido), “faça mais” para controlar a migração ilegal, conforme destaca a agência de notícias Bloomberg.
Adams fez uma visita à cidade fronteiriça de El Paso (Texas) no domingo (15), onde denunciou que as cidades dos EUA estão sendo “corroídas” por um fluxo de imigrantes, situação que se tornou um “problema nacional”.
“Essa crise nos fez colocar uns contra os outros. E isso não pode acontecer”, disse. “Não estamos apontando o dedo para El Paso […]. Estamos apontando para onde deve ser apontado, que é para o nosso governo nacional”, acrescentou o prefeito democrata.
Estima-se que 3.100 migrantes chegaram à Nova York apenas na semana passada, enchendo os abrigos e serviços sociais da cidade. Adams avaliou que o gasto com assistência aos recém chegados chega a US$ bilhões, dinheiro, que segundo ele, poderia ser destinado aos contribuintes nova-iorquinos.
Foreign Affairs e os percalços dos EUA na Ásia
O poder global dos Estados Unidos diminuiu ao longo da última geração, tornando mais difícil para Washington dirigir o mundo e manter sua suposta primazia na Ásia, destaca um artigo publicado na revista Foreign Affairs, na segunda-feira (16).
“Mesmo que a primazia dos EUA já tenha sido uma fonte de estabilidade regional, há pouca base para pensar que promoverá a harmonia hoje”, diz o artigo.
Segundo o texto, essas escolhas vão contra o que a preservação da paz exige. “Cercar Pequim e alienar os países menores ao exigir que eles escolham entre a China e os Estados Unidos pode dar a Washington mais poder de curto prazo na Ásia. Mas esses são os ingredientes da fratura regional e da guerra eventual, não da estabilidade”, diz o texto.
O artigo faz críticas às gestões dos democratas Joe Biden e Barack Obama.
Riqueza global está concentrada
A Confederação Internacional de Organizações Não-Governamentais Oxfam revelou em seu mais recente relatório, publicado nesta segunda-feira (16), que o núcleo de 1% da população que integra o seleto grupo dos mais ricos do mundo, acumulou quase dois terços da nova riqueza gerada globalmente desde 2020.
Isso equivale a cerca de 42 trilhões de dólares, o que é quase o dobro do obtido pelos 99% restantes da população mundial.
Especificamente, as grandes fortunas monopolizaram 26 trilhões de dólares – o que representa 63% da nova riqueza gerada desde 2020 – enquanto o resto da população mundial levou apenas 16 trilhões de dólares, o que representa 37% dela.
Disparidade de renda
A organização com sede no Reino Unido destaca que, para cada dólar de nova riqueza global recebida por uma pessoa pertencente aos 90% mais pobres da humanidade, um bilionário recebe 1,7 milhão de dólares.
O relatório observa que as fortunas dos bilionários aumentaram a uma taxa de US$ 2,7 bilhões por dia, somando-se a “uma década de ganhos históricos” em que o número de bilionários e sua riqueza dobraram.
China registra declínio populacional
Dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China, nesta terça-feira (17), apontam que a população do país caiu para 1,411 bilhão de pessoas em 2022. Isso equivale a 850 mil pessoas a menos que o registrado no ano anterior.
Trata-se do primeiro declínio populacional registrado no país em 60 anos. A última vez que a população da China diminuiu foi no início dos anos 1960, quando o país lutou contra a pior fome de sua história moderna, resultado da política agrícola de Mao Zedong, conhecida como o Grande Salto Adiante.
Os dados divulgados também apontaram que o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 3% em 2022, aquém do esperado pelas projeções oficiais.
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