Um voo da Flydubai que seguia de Dubai para Tel Aviv precisou fazer um pouso de emergência nesta quarta-feira (30) em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, depois de um grave confronto dentro da cabine de comando.
Segundo informações divulgadas por autoridades israelenses e veículos internacionais, o copiloto teria atacado o comandante com uma faca durante o voo. A motivação do episódio ainda não foi esclarecida.
Durante a ocorrência, o avião perdeu rapidamente cerca de 4 mil metros de altitude e emitiu sinais de emergência. Um deles indicava possível interferência ilícita a bordo, o que levantou inicialmente a suspeita de uma tentativa de sequestro.
Passageiros relataram momentos de pânico, gritos e movimentação intensa na parte dianteira da aeronave. Também houve relatos de sangue dentro da cabine de comando.
A situação acabou sendo controlada ainda durante o voo. Tripulantes, passageiros e outros profissionais que estavam a bordo teriam ajudado a conter o suspeito e a estabilizar a aeronave.

O avião conseguiu pousar em segurança no aeroporto de Tabuk. Os dois pilotos foram encaminhados para atendimento médico. Não houve registro de mortes entre os passageiros.
Suspeita de sequestro foi levantada no início
As primeiras informações sobre o incidente apontavam para a possibilidade de sequestro, principalmente após a emissão do código de emergência utilizado em situações de interferência indevida a bordo.
Posteriormente, autoridades israelenses afirmaram que essa hipótese não estava confirmada.
A investigação passou então a considerar diferentes cenários, incluindo a possibilidade de que o confronto tivesse como objetivo tomar o controle do avião ou provocar uma situação de risco deliberada.
Até o momento, porém, não há conclusão oficial sobre a motivação.
Passageiros relatam medo de queda
Testemunhas descreveram uma sequência de tensão dentro da aeronave.
Passageiros disseram ter ouvido pedidos de socorro e gritos vindos da cabine antes de perceberem uma queda brusca de altitude.
Alguns relatos mencionam que um dos ocupantes ajudou a imobilizar o agressor depois que a porta da cabine foi aberta.
A rápida perda de altitude aumentou o temor de que o avião pudesse cair antes de os controles serem estabilizados.
Israel acompanha investigação
O episódio também mobilizou autoridades israelenses.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu realizou consultas de segurança depois do pouso e acompanhou as medidas adotadas para o retorno dos passageiros que permaneceram temporariamente na Arábia Saudita.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, classificou publicamente o caso como uma tentativa de ataque terrorista.
Essa avaliação, no entanto, ainda depende das conclusões das investigações e não foi estabelecida oficialmente como motivação do episódio.
Caso tem dimensão diplomática
O pouso de emergência também ganhou atenção pelas relações entre Israel e Arábia Saudita.
Os dois países não mantêm relações diplomáticas formais, embora aeronaves que operam rotas para Israel possam utilizar o espaço aéreo saudita em determinadas circunstâncias.
A necessidade de receber dezenas de passageiros israelenses após a emergência exigiu coordenação entre autoridades dos países envolvidos.
Flydubai confirma desvio
A Flydubai confirmou que o voo precisou ser desviado e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração.
A investigação deverá esclarecer como o confronto começou, qual foi a sequência exata dos acontecimentos e se houve intenção deliberada de assumir o controle da aeronave.
Também será analisado como uma arma branca chegou à cabine e quais protocolos foram adotados pela tripulação durante a emergência.
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