Uma tentativa do Departamento de Educação dos Estados Unidos de exaltar a imagem de Donald Trump acabou produzindo o efeito contrário. Um vídeo publicado pela agência nas redes sociais nesta quarta-feira (26) foi alvo de críticas e piadas depois de utilizar uma fala de Winston Churchill retirada de um filme sobre a Segunda Guerra Mundial.
A publicação, feita na conta oficial do departamento no X, trazia um trecho de Darkest Hour, filme britânico dirigido por Joe Wright. Na cena, o personagem que interpreta Churchill afirma: “Você não pode raciocinar com um tigre quando está com a cabeça dentro da boca dele”.
Logo depois da fala, o vídeo mostrava uma sequência de imagens de Trump em eventos e aparições públicas. As cenas foram acompanhadas por uma trilha sonora dramática e pela frase “Ninguém faz isso como nós”.
Referência era a Hitler
O uso da declaração de Churchill chamou atenção porque a fala não estava relacionada a Trump.
Na cena do filme, Churchill utiliza a imagem do tigre como uma metáfora para Adolf Hitler, em meio às discussões sobre a situação da Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
A referência histórica fez com que usuários das redes sociais questionassem a escolha do trecho para uma publicação destinada a promover a imagem do presidente americano.
Internautas passaram a comentar o vídeo com críticas e ironias, apontando que a tentativa de transmitir uma mensagem de força acabou associando Trump, ainda que indiretamente, a uma fala originalmente relacionada ao líder nazista.
Publicação foi apagada
Com a repercussão negativa, o vídeo acabou sendo retirado da conta oficial do Departamento de Educação no X.
A exclusão não impediu, porém, que o conteúdo continuasse circulando nas redes sociais por meio de cópias e capturas de tela.
O episódio também reacendeu o debate sobre a utilização de cenas de filmes e referências históricas em peças de comunicação oficial. Neste caso, a escolha de uma fala originalmente inserida no contexto da resistência britânica à Alemanha nazista acabou gerando uma associação que os responsáveis pela publicação aparentemente não pretendiam fazer.
A situação mostra como o uso de referências históricas fora de seu contexto original pode provocar interpretações inesperadas, especialmente quando o conteúdo é utilizado para construir uma mensagem política em redes sociais.
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