Durante a cúpula internacional Shield of the Americas (Escudo das Américas), realizada em Doral, no estado da Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que alguns líderes da América Latina enfrentam sérios riscos devido à atuação de cartéis do narcotráfico e outras organizações criminosas.
O encontro, que reuniu representantes de 12 países do continente, teve como foco principal o fortalecimento da cooperação regional para combater o crime organizado transnacional.
Em seu discurso, Trump afirmou que autoridades da região vivem sob ameaça constante e reforçou que o governo americano estaria disposto a apoiar os países aliados com medidas mais duras contra as facções criminosas.
“Alguns de vocês estão em perigo. Quero dizer, estão realmente em perigo. É difícil acreditar nisso, mas estamos trabalhando com vocês para fazer o que for necessário”, afirmou o presidente norte-americano aos participantes da reunião.
A fala chamou atenção quando Trump mencionou a possibilidade de uso de armamentos de alta precisão dos Estados Unidos contra líderes de cartéis, caso os países da região solicitem esse tipo de apoio.
“Usaremos mísseis, se quiserem que usemos mísseis. Eles são extremamente precisos. Boom, direto na sala. E assim será o fim desse membro do cartel”, declarou.
Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, a cúpula Escudo das Américas busca estabelecer uma cooperação inédita entre governos do continente para enfrentar organizações criminosas que atuam no tráfico internacional de drogas, armas e pessoas.
A iniciativa pretende ampliar o compartilhamento de inteligência, fortalecer operações conjuntas de segurança e aumentar a pressão sobre redes criminosas que operam além das fronteiras nacionais.
Analistas internacionais avaliam que o encontro também tem implicações políticas e estratégicas, já que reforça alianças entre governos da região e Washington em um momento de crescente preocupação com a expansão do crime organizado no continente.
A proposta de ações mais duras contra cartéis, incluindo possíveis operações militares, deve continuar gerando debates entre especialistas em segurança, diplomatas e autoridades latino-americanas.
*Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












