O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não considera necessária qualquer ação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A declaração foi uma resposta direta à sugestão feita pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, após uma recente operação militar americana que resultou na prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.
Durante entrevista à Fox News, concedida em uma reunião na Casa Branca com executivos do setor de petróleo, Trump afirmou que sempre manteve um bom relacionamento com o líder russo, apesar da decepção com o rumo do conflito. Segundo ele, uma medida extrema contra Putin não faria parte da estratégia dos Estados Unidos neste momento.
As declarações ocorreram em meio à continuidade do impasse nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos dias, Moscou intensificou os ataques ao território ucraniano, incluindo o lançamento de um míssil hipersônico contra a cidade de Lviv, no oeste do país, elevando ainda mais a tensão no conflito.
Trump também demonstrou frustração com a duração e a violência da guerra. O presidente afirmou que o número de mortos tem aumentado de forma significativa, com perdas expressivas entre soldados russos e ucranianos, o que contraria suas expectativas de que o conflito pudesse ser encerrado com maior rapidez.
A sugestão de Zelensky surgiu após a operação dos Estados Unidos que levou à captura de Maduro, no início de janeiro. À época, o presidente ucraniano afirmou que, se líderes autoritários pudessem ser detidos dessa forma, Washington saberia quais passos tomar em seguida. A ação americana, segundo informações divulgadas, envolveu forças especiais e levou Maduro aos Estados Unidos para responder a acusações criminais.
O episódio também se insere em um contexto de acusações controversas. Autoridades russas alegaram que a Ucrânia teria tentado atacar uma residência ligada a Putin no final de dezembro, versão contestada por Kiev e por avaliações da inteligência americana. A CIA concluiu que o alvo ucraniano seria uma instalação militar, e não a casa do presidente russo.
Trump foi informado sobre essa análise e compartilhou posteriormente um editorial do New York Post que responsabilizava a Rússia pelo bloqueio das negociações de paz. Moscou, por sua vez, utilizou a suposta tentativa de ataque como justificativa para novos bombardeios, incluindo ações que atingiram Kiev e outras cidades ucranianas.
Zelensky classificou as alegações russas como fabricadas e defendeu maior pressão internacional sobre Moscou. O líder ucraniano também afirmou que um acordo de segurança bilateral entre Estados Unidos e Ucrânia está em fase avançada de negociação, além de discussões preliminares sobre planos de reconstrução no pós-guerra.
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