O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o principal impedimento para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia seria a postura do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A afirmação foi feita durante entrevista concedida à Reuters, realizada no Salão Oval na quarta-feira, 14 de janeiro.
Segundo Trump, o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a chegar a um acordo para encerrar o conflito, enquanto o governo ucraniano demonstraria menos abertura para negociações. Questionado sobre o que estaria bloqueando um entendimento entre as partes, Trump respondeu de forma direta, atribuindo a responsabilidade a Zelensky.
A avaliação do presidente americano contrasta com a posição adotada por líderes europeus e por parte do Congresso dos Estados Unidos. Esses aliados sustentam que Moscou não apresentou, até o momento, disposição concreta para aceitar termos que garantam a soberania e a segurança da Ucrânia. Relatórios de inteligência divulgados no fim de 2025 indicaram que o Kremlin mantém objetivos estratégicos amplos na região.
As declarações ocorrem após um período de expectativa criado no fim de dezembro, quando Trump recebeu Zelensky em sua residência na Flórida, após conversa telefônica com Putin. Na ocasião, representantes ucranianos chegaram a indicar avanços preliminares em uma possível estrutura de paz, incluindo garantias de segurança por parte de Washington.
No entanto, análises posteriores apontaram que autoridades russas rejeitaram pontos centrais das propostas discutidas, como a presença de forças internacionais de paz em território ucraniano após um eventual cessar-fogo. Esse distanciamento entre as posições voltou a travar as negociações nas semanas seguintes.
Trump reconheceu que a guerra tem se mostrado mais difícil de resolver do que o prometido durante sua campanha eleitoral, quando afirmou que poderia encerrar o conflito rapidamente. Ele ressaltou que convencer o governo ucraniano a aceitar um acordo segue sendo o maior desafio diplomático no momento.
Zelensky, por sua vez, tem reiterado publicamente que não aceitará concessões territoriais à Rússia, citando limites constitucionais. O governo da Ucrânia também defende que qualquer decisão desse tipo só poderia ocorrer após um cessar-fogo prolongado, condição que Moscou ainda não aceita sem um acordo mais amplo.
A relação entre Trump e Zelensky já enfrentou momentos de tensão, incluindo um episódio anterior na Casa Branca que resultou no cancelamento de um acordo bilateral. Desde então, líderes europeus têm reforçado apoio político ao presidente ucraniano diante das pressões internacionais.
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