Os sistemas antimísseis balísticos THAAD, fornecidos pelos Estados Unidos, desempenharam papel crucial na defesa de Israel ao interceptar mísseis iranianos lançados contra o território israelense nesta sexta-feira (13), em meio à escalada das hostilidades no Oriente Médio.
Imagens amplamente divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que uma das baterias THAAD derruba um míssil ainda fora da atmosfera terrestre, demonstrando a precisão e o alcance do sistema, que é capaz de neutralizar ameaças a altitudes entre 150 e 200 quilômetros.
O fornecimento das baterias THAAD integra um acordo de cooperação militar firmado entre Washington e Tel Aviv, que agora assume um caráter estratégico diante do conflito com o Irã. Israel já havia utilizado esse sistema para se defender de ataques de mísseis disparados por milícias houthis no Iêmen, também com apoio iraniano.
A atual escalada teve início na madrugada do dia 13, quando Israel lançou ataques aéreos contra instalações militares e nucleares iranianas, atingindo cientistas e comandantes ligados ao programa nuclear de Teerã. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu a operação como “muito bem-sucedida” e afirmou que as forças israelenses “atingiram o coração do programa nuclear iraniano”.
Em retaliação, o Irã respondeu com uma ofensiva que envolveu o lançamento de mais de 100 drones e mísseis balísticos, muitos deles direcionados às cidades de Tel Aviv e Jerusalém. Apesar da defesa integrada, que inclui o Domo de Ferro, o sistema Arrow e agora o THAAD, alguns projéteis conseguiram ultrapassar as barreiras e atingiram áreas civis, resultando em mortes e feridos.
Até o momento, o número oficial de vítimas ainda não foi consolidado, mas estima-se que o conflito já tenha causado mais de 80 mortes e centenas de feridos dos dois lados. As Forças de Defesa de Israel (FDI) destacaram a eficácia dos sistemas de defesa aérea, reforçados pela cooperação técnica dos EUA.
Especialistas alertam que o envolvimento direto de Washington pode ampliar a imprevisibilidade do conflito, aumentando o risco de uma guerra regional em larga escala. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a escalada e buscar alternativas para a mediação internacional.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Sputnik. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












