A refinaria da companhia petrolífera Bazan, localizada na cidade de Haifa, no norte de Israel, foi atingida na noite de sábado (14) por mísseis lançados pelo Irã, em mais um capítulo da escalada de tensão entre os dois países. De acordo com comunicado divulgado pela empresa, os ataques danificaram tubulações e linhas de transmissão, mas não deixaram feridos. Parte das operações foi suspensa, enquanto as instalações principais seguem em funcionamento.
Em resposta, o exército israelense anunciou neste domingo (15) ter realizado bombardeios contra mais de 80 alvos em Teerã, capital iraniana. Entre os locais atingidos estão a sede do Ministério da Defesa do Irã e instalações associadas à SPND – organização iraniana que, segundo autoridades israelenses e ocidentais, desenvolve projetos ligados a armas nucleares. A ofensiva ocorre após mísseis iranianos terem conseguido atravessar o sistema de defesa aérea israelense e atingido prédios em Tel Aviv.
A crise já dura três dias e não há sinais de trégua. O Irã afirma que os ataques israelenses mataram cientistas nucleares e generais de alta patente. A embaixada iraniana na ONU divulgou que 78 pessoas morreram até o sábado (14), e mais de 320 ficaram feridas. Neste domingo, o governo iraniano ainda não atualizou os números. Em Israel, o serviço de emergência Magen David Adom confirmou 10 mortes em decorrência dos ataques, elevando o total para 13 vítimas fatais no país.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que se os ataques de Israel cessarem, “as respostas iranianas também cessarão”. No entanto, também afirmou que os Estados Unidos são “cúmplices” das ações israelenses e devem ser responsabilizados pelas consequências. Em pronunciamento, o ex-presidente americano Donald Trump declarou apoio total a Israel e instou o Irã a negociar um novo acordo nuclear para evitar mais destruição.
O conflito ameaça gerar impactos no mercado global de energia, especialmente após relatos de que duas refinarias iranianas também foram atingidas por bombardeios israelenses. O temor de uma guerra de larga escala cresce, à medida que os dois países intensificam os ataques e suspendem as negociações diplomáticas. O espaço aéreo de Israel permanece fechado pelo terceiro dia, incluindo o principal aeroporto internacional do país.
O cenário segue imprevisível, com risco de envolvimento de outras potências e novos impactos econômicos e geopolíticos em escala global.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência RT. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












