A prisão do ex-príncipe Andrew, Duque de York, irmão do Carlos III, voltou a colocar a monarquia britânica sob os holofotes nesta semana, após a divulgação de um relatório do FBI que detalha supostos abusos contra uma menor de idade.
O documento, datado de 2020 e incluído nos arquivos do caso Jeffrey Epstein, afirma que Andrew teria presenciado atos de tortura com choques elétricos cometidos por Ghislaine Maxwell durante festas na década de 1990.
Segundo a denúncia da suposta vítima, entre 6 e 8 anos, ela teria sido levada pelo próprio pai para eventos envolvendo círculos de pedófilos em Surrey.
Em um episódio, a criança teria sido atropelada por um carro dirigido pelo ex-duque de York, sofrendo ferimentos permanentes, e em outro, em Frogmore Cottage, teria sido amarrada a uma mesa e submetida a choques elétricos por Maxwell, com a presença de Andrew.
A Polícia do condado de Surrey informou que recebeu uma denúncia formal sobre tráfico de pessoas e agressões sexuais ocorridas entre 1994 e 1996, mas não encontrou registros anteriores que confirmassem a acusação.
Andrew Mountbatten-Windsor foi detido por quase 12 horas na quinta-feira (19) em conexão com os arquivos de Epstein, que também indicam vazamento de informações confidenciais do Reino Unido para o financista entre 2001 e 2011.
O ex-príncipe já enfrentava processos relacionados a acusações de abuso sexual contra Virginia Giuffre, resolvidos via acordo extrajudicial, mas a divulgação recente reforça novas alegações envolvendo tráfico humano.
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