A possível adoção de uma camisa vermelha como novo uniforme reserva da Seleção Brasileira de Futebol causou forte reação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A cor, tradicionalmente associada à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores (PT), desagradou figuras públicas da direita, que costumam usar as camisas verde e amarela ou azul como símbolos do nacionalismo.
Entre os que criticaram a mudança está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou em publicação na rede X (antigo Twitter): “Nossa bandeira não é vermelha, e nunca será! Essa mudança precisa ser repudiada veementemente.”
A polêmica ganhou força após o site especializado Footy Headlines divulgou que a Seleção poderá usar uma cor inédita em seu uniforme reserva na Copa do Mundo de 2026, marcada para os Estados Unidos, México e Canadá. O lançamento do novo modelo está previsto para março de 2026.
Segundo o estatuto da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o uniforme da Seleção deve conter apenas as cores da bandeira da entidade (amarelo, azul, verde e branco), salvo em eventos comemorativos. A CBF, no entanto, ainda não confirmou oficialmente a cor vermelha como parte do novo uniforme.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também criticou a suposta mudança. Na mesma rede social, ironizou: “Com a camisa vermelha, o juiz será nosso?”
Enquanto parte da população vê a discussão como um tema menor diante dos desafios do futebol brasileiro, o assunto movimenta o debate político-cultural em torno da simbologia das cores nacionais.
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