O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou o encerramento de sua parceria acadêmica com a Universidade Harvard, alegando que a instituição não atende mais aos interesses estratégicos das Forças Armadas.
A decisão foi confirmada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, que apontou divergências ideológicas e institucionais como principais motivos do rompimento.
Segundo Hegseth, militares que participaram de programas de formação na universidade teriam retornado com visões consideradas incompatíveis com os valores e a doutrina das Forças Armadas.
De acordo com o secretário, os oficiais passaram a demonstrar alinhamento com ideias classificadas pelo governo como globalistas e radicais, o que, na avaliação do Pentágono, compromete a preparação militar.
Com a mudança, todos os programas de pós-graduação em educação militar, bolsas de estudo e certificações mantidos em parceria com Harvard serão encerrados a partir do ano letivo de 2026–2027.
O Departamento de Defesa informou que apenas os estudantes já matriculados poderão concluir seus cursos.
O secretário também levantou preocupações sobre supostos vínculos da universidade com governos estrangeiros. Entre as críticas, citou parcerias de pesquisa com entidades associadas ao Partido Comunista Chinês e alegou que o ambiente acadêmico teria tolerado manifestações antissemitas, práticas discriminatórias e discursos considerados favoráveis ao Hamas.
O Pentágono informou ainda que a decisão pode não se limitar a Harvard. Nas próximas semanas, outros acordos com universidades americanas deverão passar por revisão, como parte de uma avaliação mais ampla das parcerias educacionais mantidas pelo Departamento de Defesa.
O rompimento ocorre em meio a disputas recentes entre o governo federal e a instituição.
Em setembro do ano passado, uma juíza federal em Boston decidiu que o governo não poderia suspender repasses destinados a pesquisas na universidade, após a interrupção de cerca de US$ 2,2 bilhões em financiamentos, considerada ilegal pela Justiça.
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