Uma intensa onda de calor que atinge a Espanha já provocou 212 mortes em apenas três dias, segundo estimativas do Sistema de Monitoramento da Mortalidade Diária divulgadas nesta quinta-feira (25).
O episódio, iniciado no último domingo (21), é o primeiro grande evento de temperaturas extremas registrado no país em 2026 e já responde por mais da metade dos óbitos associados ao calor no mês de junho.
O dia mais crítico foi a quarta-feira (24), quando foram registradas 95 mortes. Na terça-feira (23), outras 66 pessoas morreram em decorrência das altas temperaturas, enquanto na segunda-feira (22) foram contabilizados 38 óbitos.
Os dados mostram que a maior parte das vítimas é formada por idosos. Dos 212 mortos, 200 tinham mais de 65 anos. Dentro desse grupo, 148 pessoas tinham mais de 85 anos, o que reforça a vulnerabilidade da população mais velha diante de condições climáticas extremas.
Ao longo de junho, o total de mortes atribuídas ao calor chegou a 380 no país. Com isso, o atual episódio concentra mais da metade de todos os registros relacionados às altas temperaturas no mês.
Especialistas alertam para a tendência de intensificação desses eventos. Diana Gómez, pesquisadora do Centro Nacional de Epidemiologia (CNE), afirma que as ondas de calor estão começando mais cedo e com maior impacto sobre a mortalidade.
Segundo ela, outro fator preocupante é o aumento das temperaturas durante a madrugada, que reduz o período de alívio térmico. Em junho de 2025, diversas regiões espanholas registraram, pela primeira vez, noites consecutivas com mínimas acima de 30°C, condição que eleva o risco à saúde, especialmente entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes.
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