O Irã enfrenta uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos, com confrontos entre civis e agentes de segurança que já resultaram em pelo menos 538 mortes, segundo dados da ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA).
Entre os mortos, cerca de 490 são manifestantes e 48 pertencem às forças de segurança, embora o número real possa ser ainda maior devido ao apagão de internet imposto pelo governo.
Além das vítimas fatais, estima-se que mais de 10 mil pessoas foram detidas, incluindo menores de idade, em diversas cidades do país. A interrupção do acesso à internet e de outros meios de comunicação dificulta a verificação independente dos eventos e o monitoramento da situação em tempo real.

As manifestações tiveram início no final de dezembro de 2025, motivadas principalmente pela desvalorização da moeda iraniana e pela crise econômica, e rapidamente se expandiram para críticas mais amplas ao regime do aiatolá Ali Khamenei.
Segundo relatos de organizações de direitos humanos, a resposta do governo tem sido marcada por repressão violenta e uso de força letal contra os protestos.
Apesar do bloqueio digital, imagens e informações ainda circulam de forma limitada, mostrando multidões nas ruas e confrontos com a polícia. A comunidade internacional acompanha a situação com preocupação, à medida que o número de mortos e detidos continua crescendo e a liberdade de comunicação permanece restrita.
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