O legista britânico Andrew Bridgman emitiu um alerta sobre os riscos do chamado “chroming” ou “huffing”, prática que viralizou nas redes sociais e consiste em inalar vapores tóxicos de aerossóis. O alerta veio após a morte do jovem Oliver Gorman, de 12 anos, ocorrida em maio, conforme noticiou o Daily Mail nesta quinta-feira (6).
Segundo a investigação, o menino teria inalado desodorante para alcançar um estado de euforia, reproduzindo um desafio difundido no TikTok. Bridgman afirmou que, embora não tenha sido possível acessar o celular de Oliver, “as evidências indicavam que se tratava de um desafio amplamente compartilhado” na plataforma. Ele descartou qualquer hipótese de suicídio.
O legista defendeu a adoção de restrições etárias para a compra de aerossóis e a inclusão de advertências mais claras sobre os perigos da inalação desses produtos. Ele também responsabilizou as redes sociais pela disseminação de desafios perigosos entre adolescentes.
“Publicações de desafios nas redes sociais continuarão tirando vidas de jovens”, afirmou. Bridgman pediu que empresas como o TikTok assumam responsabilidade pelo conteúdo que impulsionam, seja de maneira voluntária, seja por meio de regulação governamental.
A mãe de Oliver também criticou o acesso irrestrito de crianças a dispositivos conectados. “Estamos comprando celulares para nossos filhos por segurança, para saber onde eles estão e o que estão fazendo. Mas, na verdade, essa segurança é uma grande aposta, porque você não sabe o que eles estão fazendo com os aparelhos”, lamentou.
O caso reacende discussões sobre segurança digital, desafios virais e a necessidade de políticas mais rígidas para proteger crianças e adolescentes de conteúdos nocivos na internet.
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