Durante um pronunciamento nesta quarta-feira (29), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou ter enviado ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) uma solicitação para que seja autorizada a retirada da nacionalidade de venezuelanos que colaborem com exércitos estrangeiros em ações contra o país.
A medida, segundo o presidente, foi fundamentada no artigo 130 da Constituição da República Bolivariana da Venezuela, que determina o dever dos cidadãos de “honrar e defender a pátria, proteger a soberania e resguardar a integridade territorial”.
Maduro afirmou que a proposta tem como objetivo “punir traidores da pátria que se aliem a forças estrangeiras com a intenção de invadir o território nacional”. Ele ressaltou que a Justiça deve “tomar todas as medidas cabíveis” dentro do que prevê a Constituição.
Embora não tenha apresentado nomes na formalização do pedido, o chefe de Estado citou, em outro momento, os opositores Leopoldo López e Yon Goicoechea. Segundo ele, ambos estariam “vivendo no exterior e pedindo que potências estrangeiras intervenham na Venezuela”.
O presidente classificou tais ações como “atos de traição” e acusou os opositores de “viverem do dinheiro da corrupção” enquanto fazem campanha internacional contra o governo venezuelano.
A iniciativa surge em meio a um cenário de tensões políticas e diplomáticas, em que o governo de Caracas reforça o discurso de soberania nacional diante de críticas externas e sanções internacionais. Até o momento, o Tribunal Supremo de Justiça não divulgou decisão sobre o pedido.
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