A Justiça da Rússia proferiu nesta sexta-feira (10) uma sentença dura contra o ex-vice-ministro da Defesa, Pavel Popov, condenando-o a 19 anos de prisão por envolvimento em um amplo esquema de corrupção, abuso de poder e fraude com recursos públicos.
A decisão foi anunciada pelo juiz Artyom Karpov, do 235º Tribunal Militar de Guarnição, que também determinou o pagamento de uma multa de 85 milhões de rublos (cerca de R$ 5,5 milhões) e a proibição de Popov exercer cargos públicos por sete anos.
Além da pena de prisão, o tribunal ordenou o confisco de 45,6 milhões de rublos (aproximadamente R$ 2,9 milhões), valor que será destinado ao orçamento federal. O ex-vice-ministro também perdeu sua patente de general do Exército e todas as condecorações oficiais.
As investigações apontam que, entre 2022 e 2024, Popov teria atuado em conjunto com outras autoridades, incluindo o vice-diretor da Direção Principal de Desenvolvimento Inovador, Vladimir Shesterov, e o diretor do parque militar, Vyacheslav Akhmedov, ligado ao Parque Militar Patriot.
Segundo os investigadores, o grupo teria manipulado documentos oficiais relacionados a obras de infraestrutura militar, permitindo o desvio de grandes quantias de dinheiro público. Parte dos recursos teria sido usada na construção de estruturas em uma propriedade privada de Popov, localizada próxima a Krasnogorsk.
No local, teriam sido erguidos imóveis e instalações como uma casa de dois andares, garagem, cercas e sistemas de vigilância, com recursos originalmente destinados ao parque militar. O Parque Militar Patriot é conhecido por abrigar exposições de equipamentos militares e armamentos.
Durante o julgamento, Popov não reconheceu as acusações. Ele acompanhou a leitura da sentença por videoconferência, alegando problemas de saúde enquanto permanecia sentado.
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