As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram novos ataques aéreos no norte da Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo firmado com o grupo palestino Hamas. O governo israelense afirmou, em comunicado, que as ações foram dirigidas contra “infraestruturas terroristas” e tinham o objetivo de eliminar uma “ameaça imediata” contra soldados e civis israelenses.
Segundo informações militares, os bombardeios atingiram a região de Beit Lahia, onde haveria depósitos de armas e veículos aéreos que seriam utilizados em um ataque contra as forças israelenses. A ofensiva foi ordenada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na noite de terça-feira (28).
O ataque reacende as tensões em meio à trégua estabelecida em 10 de outubro, que marcou o início da primeira fase do plano de paz entre Israel e o Hamas. Como parte do acordo, o grupo palestino libertou prisioneiros israelenses, enquanto Tel Aviv autorizou a soltura de detidos palestinos.
Nas últimas semanas, porém, o clima de instabilidade aumentou após Israel restringir a entrada de ajuda humanitária e atrasar a reabertura da passagem de Rafah, alegando que o Hamas estaria dificultando a entrega dos corpos de reféns mortos.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu o retorno das operações militares, afirmando que o país deve “abrir as portas do inferno” contra o Hamas. Pouco mais de uma semana após o início do plano de paz, novas ofensivas também foram registradas na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
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