O governo do Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego de navios comerciais, em meio a esforços diplomáticos para reduzir tensões no Oriente Médio.
A liberação da rota ocorre após o início de um cessar-fogo no Líbano envolvendo Israel e o grupo Hezbollah. Considerada uma das principais vias marítimas do mundo, a passagem concentra cerca de 20% do transporte global de petróleo.
Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, o estreito permanecerá aberto ao menos até o fim do atual período de trégua com os Estados Unidos, previsto para a próxima terça-feira (21).
Apesar do avanço diplomático, o cenário ainda é instável. Mesmo após o anúncio da trégua, forças israelenses mantiveram operações militares em território libanês, o que levou Teerã a condicionar a continuidade das negociações ao encerramento dessas ações.
No Líbano, o cessar-fogo entrou em vigor na noite de quinta-feira (16), após semanas de confrontos que provocaram o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas. Parte da população começou a retornar às áreas afetadas.
O entendimento entre Irã e Estados Unidos havia sido iniciado no dia 8 de abril, mas sofreu abalos após o fracasso de negociações mediadas pelo Paquistão.
Como resposta, os EUA anunciaram um bloqueio naval contra portos iranianos.
Mesmo assim, a eficácia da medida é questionada. Dados de monitoramento indicam que petroleiros iranianos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz e transportar milhões de barris de petróleo, apesar das restrições.
O desfecho das negociações segue indefinido, enquanto a comunidade internacional acompanha os impactos da crise sobre a segurança regional e o abastecimento global de energia.
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